al al 393 – restos

10 Jan

resta pouco…
apenas um último mergulho
apesar das mágoas, tudo ficará no passado
resta pouco e eu sei muito bem o quanto
não, não ferirá meu orgulho
se minha recordação é uma plantação no campo
passo os potentes tratores na relva
Sou selva agora, sou selvagem, puro
resta pouco…
apego-me a um pequeno talismã da infância
agarro-o em minha mão esquerda e cerro os punhos
sou força bruta agora
a dor só existe para quem ama
já não ando pelas ruas, sou silêncio
abstraio simplesmente tudo ao meu redor
sou um passageiro de uma viagem com fim
resta pouco…
o resto está dentro de mim.

Uma resposta para “al al 393 – restos”

  1. camila 13/02/2012 às 23:23 #

    raspas e restos me interessam…
    linda Mi!

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