
Caminho pela noite observando tudo que uma visão limitada permite ver. O faro deste lobo solitário é aguçado, mas fragrâncias desconhecidas confundem o aroma que brota das margaridas com o cheiro dos crisântemos vermelhos. Este Eu, lobo solitário, segue no escuro tateando formas de prazer que me iludem. A Lua já está escancarada, parece nervosa mostrando toda sua ira, refletindo tanta luz. Ela eu não temo, sempre foi companheira da minha solidão e dos meus sonhos, carregou e protegeu-me por léguas sem nunca se queixar ou reclamar do meu silêncio. Talvez leia minha mente, siga meus passos e pensamentos, talvez goste de mim…